6 out 2009
A síndrome da retórica Olímpica.
“A Olimpíada de 2016 será realizada na cidade de….Rio de Janeiro!”
Risos, choros e velas em Copenhague, sangue, suor e lágrimas em Copacabana, #chupachicago no twitter!
A Alegria e euforia tomam conta dos meios de comunicação, é jornalista chorando, comentarista aplaudindo, convidado falando “eu já sabia”. De repente começam a pipocar no twitter (sempre ele) uma ou outra menção de desgosto pela conquista.
“O Rio não merecia a Olimpiada”, “aposto que vão roubar mais que no Pan”, “o Lula vai utilizar isso pra reeleição”, “vai começar a roubalheira”, “com tanta favela vai se gastar dinheiro com uma coisa dessas” e eticetera e tals.
Seriam os autores desses comentários os japoneses, espanhóis, americanos desgostosos pela derrota e que,como todo mal perdedor, tentavam desqualificar o campeão? Não. Eram Brasieliros, eramos nós, era você.
E os comentários vinham em tom de fúria, de desagravo, agressão, picuinha, desdém. O que é isso pessoal? Sem nem estourar uma champanhe? Sem comemorar? Sem dar pulos de alegria? Sem gritar um delicioso “a olimpiada é nossaaaaaa!!!!” Não .
Nossos retóricos olimpicos já estavam treinados e prontos. Até sugestão de mascote já tinham, podia ser o Dadinho (dadinho o carai meu nome é zé pequeno!). Só reclamação, retórica, crítica vazia.
E sei lá porque razão isso me lembrou o dia a dia das empresas. Lá também existem os atletas da retórica. Não importa se a noticia é boa, ruim, mais ou menos ou nada disso. Os arautos do desânimo estão sempre a postos. A empresa conquistou um novo cliente? “xiii lá vem mais trabalho sem aumento de salario”, os processos vão se modernizar? “quero só ver a m… que vai dar”, vamos mudar de endereço? “agora que ferrou de vez”, um amigo foi promovido? “vai acabar com o depto em dois meses” e outros bla bla blas corporativos negativos destrutivos. (sei que não fui inventivo, nessa frase criativo mas a idéia é ser pró ativo e com isso ganhar o seu crivo)
Onde estávamos mesmo? AH sim, as criticas.
Sempre tem um profeta do apocalipse acabando com toda e qualquer chance de comemoração plena e inocente. Não que os críticos estejam errados em seu conteúdo, mas equivocaram-se no momento de aplicação. Há hora e lugar para tudo. No dia do anúncio, vamos comemorar. Celebrar o posicionamento do Brasil rumo ao primeiro mundo. Nos orgulhar de sermos o primeiro país da américa do Sul a sediar uma olimpíada. Fantasiar com as benesses que podem acontecer ao nosso querido, maravilhoso e abençoado por Deus país tropical.
Querem criticar? Tudo bem. Critiquem. Mas não a crítica pela crítica. Façam um pequeno esforço e tentem anexar `a crítica uma possivel solução. Quem sabe uma saída? Não vi um tweet que apresentasse uma opção ao que estava sendo criticado.
Ai fica fácil né? “Eu só preciso falar mal, encontrar uma solução não é minha parte” To cansado de ver neguinho falar mal e sequer apresentar uma alternativa. Reclamar é fácil, quero ver fazer diferente, fazer melhor. É disso que precisamos. Alternativas. Caminhos possiveis a seguir.
Duvido que algum dos atletas da reclamação se prontificou a seguir os gastos olimpicos (ou do Pan), a participar ativamente da politica (mesmo que em seu circulo social) para acompanhar se nossos representantes estão agindo a contento, com ética e amor a pátria. Ou até mesmo se interessar em conhecer os meandros de uma eleição de sede de Olimpíada e todos os seus critérios, ajustes, acertos, combinações e desdobramentos.
Nem sei mais se to falando da olimpíada ou da empresa. Aliás não to falando nem um nem outro. Eu to é criticando a crítica. e te desafio:
Faça um teste. Nesta semana para cada crítica que você fizer emende uma solução ou alternativa.A cada crítica que você ouvir pergunte “E o que você acha que podemos fazer pra melhorar isso?”
Essa é a verdadeira crítica construtiva. A que mostra um jeito de limpar e não a que aponta a sujeira. Isso é participar. Isso é querer que as coisas mudem. Isso é fazer algo para o mundo em que você vive melhore.
Criticar sem mostrar alternativas é igual a dar esmolas no semáforo. Não resolve a vida de ninguém mas tira o peso e a responsabilidade da sua consciência. Afinal de contas você não tem nada a ver com isso né? Quem criou o problema que resolva. E se não resolver eu vou no twitter e reclamo! Ah se reclamo…
bjs, abs, piparotes , criticas e soluções pra vocês!

Puxa fica até dificil de criticar esse texto! Mas se serve de crítica… faço das suas minahs palavras! Se serve de solução, demorou para voce escrever um livro Mussa! Ou isso já está em andamento??? Como no twitter, #suspense.
Abraços!
Rogerio
outubro 6th, 2009 at 19:23permalink
Comentei exatamente isto com uma amiga. Estava em pela Avenida Paulista e recebi um telefonema do Rio de Janeiro no momento em que era dada a notícia, não me contive e, como uma boa brasileira (e carioca) me manifestei instintivamente….Estava vestindo uma camiseta com o Cristo (já estava na torcida). Fui olhada de cima a baixo. Parecia que estava gritando Gol para a Argentina num jogo contra o Brasil.
Será que os paulistanos não são brasileiros?
Será que essa glera só sabe reclamar?
Será que 7 anos é pouco tempo para nos organizarmos para que não haja uma robalheira ou coisa parecida?
Não, né…como vc bem observou…”não tenho nada com isso! Só quero ser do contra”.
PARABÉNS BRASIL…PARABÉNS RIO DE JANEIRO, FEVEREIRO E MARÇO…
Twitei com o Eduardo (Paes)…”Tá na hora de aproveitar essa festa para pôr a casa em ordem para sempre. Parabéns prefeito, mão à obra.”
Simone Costa
outubro 6th, 2009 at 19:26permalink