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8 dez 2009

Quem tem medo de esquilos? – Reflexões para um dia de chuva

Posted by mootsa. 2 Comments

Gosto do Patch Adams.

Na verdade mais do que gosto, admiro. Para quem não se lembra ou não sabe patch Adams é aquele médico que instituiu o tratamento a pacientes de hospital na base de amor e aproximação como forma complementar de cura e/ou amenização do sofrimento de tratamentos médicos agressivos, como quimioterapia, etc. desta iniciativa nasceram muitas outras, e no Brasil, a mais conhecida são os Doutores da alegria.

(Pesquisas afirmam que os pacientes de médicos empáticos curam-se mais rápido)

A obra de Patch Adams foi tão grandiosa que ganhou um filme que conta sua trajetória. O filme em determinado momento mostra Patch internado em uma instituição psiquiátrica dividindo o quarto com um outro interno, provavelmente esquizofrênico, que morria de medo de esquilos. Invisíveis. Certa noite patch acorda com um barulho e ao abrir os olhos vê seu colega de quarto gemendo na cama, todo recolhido. Ele pergunta ao colega qual o problema e este responde que está louco de vontade de ir ao banheiro. Naturalmente patch pergunta por que então ele não vai, já que o quarto era uma suíte e o banheiro estava apenas a alguns passos da cama do companheiro. O companheiro apenas lança um olhar para um canto do quarto e diz: “eles”. Patch olha para o mesmo canto e confirma:

-os esquilos?

-sim eles estão esperando eu sair da cama para atacar.

-eles não vão lhe atacar…

-vão. Eu sei.

Patch senta-se na cama, estica o dedo indicador como se fosse uma arma, mira na direção do esquilo e POW! Atira contra ele.

- pronto esse morreu.

- ali!

-pá! Outro tiro. Outro esquilo morto.

E assim começa uma verdadeira cena de guerra, que culmina com Patch entrincheirado ao lado do amigo, atrás da cama, com uma bazuca feita do mesmo material dos esquilos, dando tiros para todos os lados até que seu colega cheio de confiança e coragem atreva-se a correr ao banheiro entre gritos e celebrações de vitória. A partir daquele dia ele nunca mais teve medo dos esquilos. Eles nunca deixaram de existir, porém não causavam o mesmo pânico de antes. Agora ele tinha uma bazuca.

Patch levanta-se, volta para sua cama e ali, naquele momento, começa a refletir sobre a força da compaixão.

O que mais me chama a atenção foi a solução dada ao problema. Ele poderia muito bem dar de ombros, falar para seu amigo deixar de frescura e ir logo ao banheiro, ou até mesmo trazer um penico ou outro utensílio qualquer para que seu colega urinasse e assim ele pudesse voltar a dormir tranqüilamente, mas isso não resolveria o problema, pelo menos não o problema do colega de quarto dele. Patch decidiu encarar o problema juntamente com seu colega através do ponto de vista dele e, juntos, venceram essa batalha.

Em meu trabalho de comunicador conheço as mais diferentes pessoas, empresas, gestões e objetivos. Mas uma coisa que vira e mexe me deparo são esquilos e as pessoas que os temem. Temem com uma força tão grande que isso as imobiliza ou quando muito as faz agir na direção contrária. A isso dou o nome de síndrome do esquilo, também conhecida como bicho papão, homem do saco, escuro, loira do banheiro, monstro do armário e tantos outros “seres” que habitam nosso imaginário. E sempre que tenho a oportunidade boto em prática três princípios básicos que uso em minha vida:

  1. Matar o esquilo dos outros pode ajudá-lo a dizimar os seus.
  2. A compreensão do outro é a melhor arma e a paixão pelo que se faz uma munição inesgotável.
  3. Coragem não é a ausência do medo. É a presença do medo com uma forte determinação de seguir em frente e enfrentá-lo.

Ei! O que é aquilo debaixo de sua mesa? Um esquilo? E agora?

Bjs, abs e piparotes!

Bônus do dia chuvoso:

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=uQYDvQ1HH-E&hl=pt_BR&fs=1&]

2 dez 2009

O seu cérebro, o cisne negro, a vaca roxa e Lady Gaga

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O que esses seres ímpares têm em comum?

O Cisne Negro, segundo o autor Nassin Nicholas Taleb, é um evento que possui três atributos básicos: primeiro está fora dos padrões, é algo que escapa ao que é esperado de um negócio, empresa, serviço, produto ou pessoa; segundo causa um grande impacto quando aparece ou é percebido e terceiro apesar de ser algo totalmente novo faz com que nossos cérebros encontrem uma explicação para sua aparição, transformando-o em algo totalmente previsivel e explicável. Mas só depois que ele aparece, lógico.

Resumindo: algo único, de grande impacto e com previsibilidade retroativa (adoro essa expressão, é o famoso “como ninguém pensou nisso antes?”)

Já a vaca roxa é um conceito desenvolvido por Seth Godin (visite o blog!) que sugere a diferenciação extrema nos produtos e serviços. Ele exemplifica que se você estiver em uma estrada e passar por pastos ao longo do caminho, pode até prestar atenção nas vacas mas, repetição após repetição, cada vez mais sua atenção e distinção de cada animal será menor chegando as vezes até a anulá-las da paisagem. Não interessa se uma vaca em especial é saudável ou não, se ela dá muito ou pouco leite, se é uma grande campeã ou apenas uma humilde ruminante anônima.

Isso acontece também nos negócios. Com a massiva oferta de produtos ou serviços muito parecidos ( a chamada comoditização) cada vez mais sua empresa se iguala a uma vaca. Seja ela especial ou não.
Agora imagine que durante essa mesma viagem você se depara com uma vaca roxa, pastando calmamente junto a outras vacas. Qual seria sua atitude? Prontamente prestaria muito mais atenção. Provavelmente comentaria com os passageiros, talvez até parasse para tirar uma foto. E sem dúvida contaria para quem você encontrasse depois.

E Lady Gaga? Bem, essa mistura de madonna, marilyn mason, bjork, britney spears e eticetera fez justamente isso. Transformou-se em um belissimo cisne negro adotando a teoria da vaca roxa. Acabei de ver um video dela no youtube na época em que era apenas uma cantora comum (assista aqui), voz maravilhosa, rosto bonito, música boa. Mas tudo isso não bastou. Ao assistir ao video pergunte-se: Com quantas outras cantoras de diversas épocas eu poderia compará-la? A resposta que aparece é uma enxurrada de nomes de sucesso. Agora veja este video de Lady Gaga (aqui) e faça-se a mesma pergunta.

E seu cérebro com tudo isso?

Simples. A porta de meu escritório tem 1,93 de altura!


Confuso? Pois a simples inclusão de uma frase totalmente fora do contexto fez com que seu cérebro disparasse uma série de processos de identificação e enquadramento em busca de significado que o fizeram mais atento e curioso. Ele passou a utilizar mais recursos, neurônios e sinapses do que o que vinha usando até agora para ler este artigo e muito provavelmente até sua satisfação aumentou.
Megahiperultradica:

Confusão cria

atenção que cria

compreensão que cria

atração.

Incrível né? Portanto pegue seu balde de tinta roxa, cola, penas negras e a roupa mais bizarra que você tiver em seu guarda roupa e vá a luta! (ou será que você é apenas uma mimosa?)

Afinal, o céu é azul pela reflexão da luz nas particulas de oxigênio! (confuso de novo? hehehe)

Bjs, abs e piparotes!

13 nov 2009

Mussarela de novo na ORA H… (no teatro agora, vixe!)

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Olá pessoal!

orah

E eu que pensei que tivesse me livrado do Márcio Aurélio e Cia.. depois da confusão que eles fizeram no meu programa de gastronomia, o chefe na cozinha! Para quem não sabe, não assistiu ou não se lembra no link abaixo está um trecho do episódio da série “100 maneiras” da extinta idealtv no qual eu participei:

http://www.youtube.com/watch?v=P9_AK3vCgis

Neste episódio eu os expulsei da minha cozinha. Como vingança eles agora me convidaram para sua estréia no teatro!

Dia 19 de novembro terei o privilégio de me apresentar com esta turma de primeira! veja o flyer abaixo! e assista!!!

para saber mais é só visitar o site dos caras: www.os100comentarios.com.br

 

desconhecido

6 nov 2009

Sobre minissaias, macroatidues e outras avenças.

Posted by mootsa. 4 Comments

minissaia

Geisy, Michelle, Loirão, ou simplesmente a estudante da Uniban tem sido a “bola da vez” nos folhetins e shows bizarros de nossa contemporânea mitica midia.

Para quem não sabe (ou estava vivendo isolado em uma ilha) Geysi é uma estudante do curso de turismo que foi hostilizada por uma faculdade inteira – centenas de alunos gritando “pura! Pula! Puxa!” ou algo que rime com isso e eu não lembro ou não me atrevo a reproduzir para não acordar o “pelotão da moral e dos bons costumes” – e só porque estava usando uma minissaia.

Como? Por causa de uma minissaia? Uma legião inteira de jovens se voltou contra uma pobre e indefesa aluna que queria apenas obter seu curso superior e viver uma vida intelectual academica? Não pode ser. Justo no Brasil onde vangloriamos a poucaroupicie, a extravagância vestimental, a celebração carnavalesca hedonística. Deve ter algo mais. Tem que ter algo mais.

Na TV, nos blogs e no twitter (sempre ele) o foco na maioria das vezes foi a minissaia. O comprimento, a cor, o jeito, se podia ou não podia, se era roupa pra ir a faculdade, se eu usaria, eticetera e tal.

A conclusão foi que a minissaia não tinha nada demais. Que a Geysi não tinha nada demais e foi agredida por ser bonita e vistosa. E que a horda da uniban era uma cambada de desocupados, mal intencionados, a serviço do diabo, em forma de pelotão de higienização moral. Uns déspotas! Mas… Deve ter algo mais. Tem que ter algo mais.

E tinha. http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=15724568635266544385

Uma breve visita ao orkut da vitima, quero dizer Geisy, já nos recebe com um belo “Loirão, tenta quem sabe você consegue” ao olhar as fotos dos amigos uma série de rapazes seminus em poses sexys e um pouco mais abaixo as comunidades, no mínimo, interessantes. Como por exemplo:

- é inveja? Te fode meu bem!
- Te humilho? Desculpa…
- Eu não ando. Desfilo…
- Sou gostosa! Fazer o que? Eu posso!
- Sou safada mas sou fiel
- Te incomodo? Que pena…
- Coitada, quer competir comigo…
- O Importante é causar

entre outras tantas, que se não provam nada, pelo menos dão uma pista.
Juntei isso a alguns comentários em entrevistas do tipo: “os próprios funcionários da faculdade acharam merecido o que aoconteceu”, “quem a geisy? Tava demorando…”, “só podia ser com ela mesmo…” entre outros do gênero.

Será então que o ódio, a histeria coletiva dos alunos teria sido causada mesmo por uma minissaia? Ou talvez a ínfima peça de roupa tenha sido apenas “a gota d’agua”?

Talvez a atitude de enfrentamento, exposição, provocação e instigação tenha sido mais potente que apenas o tamanho de uma roupa… não que esse tipo de comportamento tenha levado todos os alunos a odia-la. Talvez apenas alguns (ou algumas).

Está claro que houve uma histeria por contágio. Mas não terá a midia e todos nós entrado numa outra histeria coletiva? Demonizar uma pessoa sem saber as razões é diretamente proporcional a santifica-la sem procurar seus antecedentes. De que lado do erro você ficou?

Minha conclusão: nesta história não há culpados, apenas vítimas.

Uma menina de 20 anos de idade, vítima de uma horda de arruaceiros sem escrúpulos e que não souberam entender suas necessidades e desejos. Ela só queria ser notada, talvez quisesse demais, mas apenas isso.

Um grupo de estudantes que foi massacrado e rotulado como crápulas inquisitórios com suas fogueiras celulares aos gritos de “luta, luta” (ainda acho que não foi isso que eles gritaram, mas tudo bem…). Eles só queriam ser notados, talvez quisessem demais, mas apenas isso.

Cada um de nós que deixou que a opinião não embasada e sem referências nos orientasse o pensamento e, principalmente, o julgamento. E o pior: tudo isso em busca de um pouco mais de audiência (não seria o mesmo que buscava geisy?). A midia só queria ser notada, talvez um pouco demais, mas apenas isso.

Enfim, essa discussão toda nunca foi em relação a uma minissaia e sim sobre as atitudes da Geisy, dos alunos, da midia, minha e sua.

Aquilo que a minissaia mostrou, só serviu para esconder tudo aquilo que deviamos realmente nos envergonhar…

Pra finalizar, a vítima da uniban vai fotografar pelada e talvez até apresentar programa na TV. E continuo com a campanha em favor da liberdade de vestir! Sugiro que as mulheres saiam com roupas infimas para protestar contra essa falsa moral que assola o país! (ha, sei lá, vai que cola né?)

Acho que vou entrar em uma das comunidades que vi no orkut da Geisy:

- Te incomodo? Que pena….

Bjs, abs e piparotes!!!!

21 out 2009

Motivação em vendas (parece piada mas acontece).

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Assista ao video, leia o conto e compre os livros. (mas não diga que fui eu quem indicou)

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=o8kZOOqQObY&hl=pt-br&fs=1&]

Curto conto motivacional fictício baseado ou não em fatos reais que podem ser imaginários.

A história descrita abaixo é uma obra de ficção e qualquer semelhança com personagens, fatos ou locais terá sido mera coincidência. (ou talvez tenha acontecido e eu to me resguardando juridicamente, vai saber…)

Convenção de vendas de uma grande empresa multinacional. Pacote completo: Pleno verão, Resort no nordeste, 400 empregados com tudo pago, sala plenária decorada da cabeça aos pés, brindes, camisetas, fotos e uma arrojada campanha de incentivo de vendas… resumindo: algumas centenas de milhares de reais investidos (ou seriam gastos? Você decide ao final deste conto).

Na sala anexa a plenária, o VP de RH, o Presidente da empresa, o Diretor de comunicação e eu estamos em reunião de alinhamento final. Repassamos o roteiro, discutimos as abordagens, Revimos a campanha de incentivos. Tudo pronto. perfeito. Vamos começar!

Foi quando veio a frase de ouro: “Vamos colocar a cenoura na frente do burro” disse o VP de RH referindo-se ao incentivo de vendas que foi imediatamente complementado pelo Diretor de comunicação “Porque aí no resto do ano a gente bota atrás”. E todos caem na gargalhada… E o Presidente acrescenta “Quero ver a cara deles quando eu anunciar as metas desse ano!” e entramos na plenária felizes e sorridentes.

E foi o que eu fiz. Durante intermináveis segundos olhei para a “cara” da platéia. A vontade que eu tive era de simplesmente contar o que eu havia acabado de ouvir e sair andando. Não dava. Eu era o entregador da cenoura. Pelo menos da que ia “na frente do burro” Porque a que ia atrás o Presidente tinha escrito em seu discurso.

45 minutos foi o que durou a felicidade daquele povo.

E essa era apenas a primeira manhã de três dias naquele maravilhoso resort com tudo pago onde todos ficavam confinados o dia inteiro em plenária e embebedavam-se o noite em festas Temáticas. Se não me engano acho até que vi o diretor de comunicação fantasiado de cenoura…

E viveram infelizes para sempre.

Moral da história:

Hoje não tem moral da história. não tem ensinamento que possamos tirar. Não tem dica de resiliência ou superação de obstáculos. Apenas espanto, repúdio e lamentação.Mas…

Querem saber o que aconteceu depois?

O VP de RH arrumou um emprego melhor ainda graças a um Head Hunter  a serviço de um banco.

O Presidente aposentou-se por ter atingido a idade limite para ocupar o cargo e agora prestava consultoria a peso de ouro.

E o Diretor de Comunicação nem voltou pra SP, enrolou-se com uma garçonete do resort e hoje tem um quiosque de batidas na frente da praia. ainda tem a fantasia de cenoura guardada, afinal nunca se sabe…

E os empregados devem estar em outro Resort, com tudo pago, esperando o início de mais uma super convenção!

Bem vindo ao Mundo Corporativo!


Indicação de leitura: (não remunerada, são bons mesmo!)
agenda_livro_AGO08
PODER S.A. de Beto Ribeiro

200full-arte-da-guerra-para-quem-luli-radfahrer
A ARTE DA GUERRA PARA QUEM MEXEU NO QUEIJO DO PAI RICO de Lulli Radfaher

6 out 2009

A síndrome da retórica Olímpica.

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“A Olimpíada de 2016 será realizada na cidade de….Rio de Janeiro!”

Risos, choros e velas em Copenhague, sangue, suor e lágrimas em Copacabana, #chupachicago no twitter!

A Alegria e euforia tomam conta dos meios de comunicação, é jornalista chorando, comentarista aplaudindo, convidado falando “eu já sabia”. De repente começam a pipocar no twitter (sempre ele) uma ou outra menção de desgosto pela conquista.

“O Rio não merecia a Olimpiada”, “aposto que vão roubar mais que no Pan”, “o Lula vai utilizar isso pra reeleição”, “vai começar a roubalheira”, “com tanta favela vai se gastar dinheiro com uma coisa dessas” e eticetera e tals.

Seriam os autores desses comentários os japoneses, espanhóis, americanos desgostosos pela derrota e que,como todo mal perdedor, tentavam desqualificar o campeão? Não. Eram Brasieliros, eramos nós, era você.

E os comentários vinham em tom de fúria, de desagravo, agressão, picuinha, desdém. O que é isso pessoal? Sem nem estourar uma champanhe? Sem comemorar? Sem dar pulos de alegria? Sem gritar um delicioso “a olimpiada é nossaaaaaa!!!!” Não .

Nossos retóricos olimpicos já estavam treinados e prontos. Até sugestão de mascote já tinham, podia ser o Dadinho (dadinho o carai meu nome é zé pequeno!). Só reclamação, retórica, crítica vazia.

E sei lá porque razão isso me lembrou o dia a dia das empresas. Lá também existem os atletas da retórica. Não importa se a noticia é boa, ruim, mais ou menos ou nada disso. Os arautos do desânimo estão sempre a postos. A empresa conquistou um novo cliente? “xiii lá vem mais trabalho sem aumento de salario”, os processos vão se modernizar? “quero só ver a m… que vai dar”, vamos mudar de endereço? “agora que ferrou de vez”, um amigo foi promovido? “vai acabar com o depto em dois meses” e outros bla bla blas corporativos negativos destrutivos. (sei que não fui inventivo, nessa frase criativo mas a idéia é ser pró ativo e com isso ganhar o seu crivo)

Onde estávamos mesmo? AH sim, as criticas.

Sempre tem um profeta do apocalipse acabando com toda e qualquer chance de comemoração plena e inocente. Não que os críticos estejam errados em seu conteúdo, mas equivocaram-se no momento de aplicação. Há hora e lugar para tudo. No dia do anúncio, vamos comemorar. Celebrar o posicionamento do Brasil rumo ao primeiro mundo. Nos orgulhar de sermos o primeiro país da américa do Sul a sediar uma olimpíada. Fantasiar com as benesses que podem acontecer ao nosso querido, maravilhoso e abençoado por Deus país tropical.

Querem criticar? Tudo bem. Critiquem. Mas não a crítica pela crítica. Façam um pequeno esforço e tentem anexar `a crítica uma possivel solução. Quem sabe uma saída? Não vi um tweet que apresentasse uma opção ao que estava sendo criticado.

Ai fica fácil né? “Eu só preciso falar mal, encontrar uma solução não é minha parte” To cansado de ver neguinho falar mal e sequer apresentar uma alternativa. Reclamar é fácil, quero ver fazer diferente, fazer melhor. É disso que precisamos. Alternativas. Caminhos possiveis a seguir.

Duvido que algum dos atletas da reclamação se prontificou a seguir os gastos olimpicos (ou do Pan), a participar ativamente da politica (mesmo que em seu circulo social) para acompanhar se nossos representantes estão agindo a contento, com ética e amor a pátria. Ou até mesmo se interessar em conhecer os meandros de uma eleição de sede de Olimpíada e todos os seus critérios, ajustes, acertos, combinações e desdobramentos.

Nem sei mais se to falando da olimpíada ou da empresa. Aliás não to falando nem um nem outro. Eu to é criticando a crítica. e te desafio:

Faça um teste. Nesta semana para cada crítica que você fizer emende uma solução ou alternativa.A cada crítica que você ouvir pergunte “E o que você acha que podemos fazer pra melhorar isso?”

Essa é a verdadeira crítica construtiva. A que mostra um jeito de limpar e não a que aponta a sujeira. Isso é participar. Isso é querer que as coisas mudem. Isso é fazer algo para o mundo em que você vive melhore.

Criticar sem mostrar alternativas é igual a dar esmolas no semáforo. Não resolve a vida de ninguém mas tira o peso e a responsabilidade da sua consciência. Afinal de contas você não tem nada a ver com isso né? Quem criou o problema que resolva. E se não resolver eu vou no twitter e reclamo! Ah se reclamo…

bjs, abs, piparotes , criticas e soluções pra vocês!

2 out 2009

Planejamento de Carreira – Parte II – Aprecie com moderação, saboreie com vontade!

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Na Segunda semana da segunda semana abril do conhecimento (tá escrito certo, lê de novo e vê se entende) fizemos mais um debate sobre planejamento de carreiras, dessa vez na Gráfica da Abril e, entre outros convidados, destaco a participação do Professor Luis Carlos Cabreira da FGV e FDC que deu um show de conteúdo.

Muito do que foi discutido está no post anterior “Planejamento de carreira” e abaixo alguns outros assuntinhos que pipocaram por lá.
Planejar carreira – Não é prever o futuro ou determinar o destino a ferro e fogo. É saber para onde quer ir, sem se desesperar com qual caminho tomar, o importante é o rumo, o caminho se faz ao caminhar. Preparar-se para mudanças (que são as unicas coisas permanentes em nossa vida), executar adequações e corrigir a rota se necessário.
Pense nisso:
As vezes em SP pega-se um caminho mais longo para se chegar mais rápido ao destino, pois o caminho curto está lotado, congestionado, tudo parado…

Network – Vá com calma, é melhor ter dez que você pode contar do que 1000 para incomodar. Segundo O Prof. Cabreira, ususfruir do network é manter relações com as pessoas que você tem uma história de vida, ou seja, pessoas com as quais existe alguma conexão. O fato de você ter o email, telefone ou twiter de alguém não o transforma em seu “networker”. Busque as conexões e não o contato. Será melhor ter dez membros que farão algo por você do que 1000 que sequer notarão sua existência.
Pense nisso:
Lembra das antigas cartelas de rifa? A primeira sempre era a mais fácil de vender e sempre para pessoas que você conhecia. Mas se a cada semana você aparecesse com uma rifa nova o que acontecia? “xi.. lá vem o chato da rifa”
Você é o “chato do network” ?

Carreira em Y – Evoluir na carreira não implica necessariamente chegar a um cargo de liderança ou de gestão de pessoas. Antigamente os colaboradores que eram muito bons naquilo que faziam acabavam sendo promovidos, deixavam de fazer aquilo que mais gostavam e tornavam-se lideres frustrados, tiranos, desmotivados, etc e tals. Muitas empresas estavam perdendo ótimos profissionais e ganhando gestores mediocres. Ao perceber isso as empresas passaram a possiblitar que alguém tenha um desenvolvimento de carreira e seja remunerado com os mesmos beneficios e valores de um cargo de liderança. Converse com seus superiores, com RH, vale tudo. Siga o que te faz feliz. Esqueça o cargo. Até porque daqui a pouco pode nem existir mais cargo…

Pense nisso:

Se você tem um ótimo zelador significa que ele será um excelente Síndico?

Em resumo – Na dúvida vá atrás do conceito, esqueça fórmulas, receitas ou até mesmo de comparar sua trajetória com a de outros. Assim como cada um de nós tem a impressão digital única, da mesma forma é nossa carreira.

Eu penso assim:

Vá em paz, siga sorrindo e viva feliz.
Não queira o mal, ame a todos e seja importante na vida de pelo menos uma pessoa.
Faça o que te deixa feliz desde que isso não entristeça outros. Beije, abraçe e dê pulos de alegria.
Reclame pra buscar uma solução. Cale-se para evitar uma discussão. Esqueça a retórica e pare de tentar controlar tudo aquilo que é incontrolável.
Faça um elogio por dia, algo ousado por semana, uma coisa nova por mês, arrisque-se pelo menos uma vez por ano e seja único por toda uma na vida.

Atreva-se a ser Você!

Basicamente é isso… fácil falar né?
Bjs abs e piparotes!

24 set 2009

A melhor receita do mundo! (duvido vc fazer isso em casa!)

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Não sei quem é o cara, de onde veio, nem o que faz da vida. Mas que o cara manda muito bem isso é inegável…

Nem dá pra falar muita coisa, só assista e tire suas conclusões…

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=d57MApX0zgQ&hl=pt-br&fs=1&color1=0x5d1719&color2=0xcd311b&border=1]

Que tal? Tá bom pra vc?

bjs abs e piparotes!

22 set 2009

Planejamento de carreira – esqueça tudo o que você aprendeu até hoje.

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Nesta segunda feira, 21 de setembro, participei de um debate que abria a II Semana Abril do Conhecimento.

O tema: carreira – desenhando o seu futuro.

Os convidados: Monica Waldvogel (globo news), Sérgio Averbach (Pres. da Korn ferry), Sérgio Monaco (consultor do Hay Group), Dimas Mietto (Diretor de RH da Editora Abril) e Márcio Ogliara ( VP de RHDO do Grupo Abril).

Mediador: Márcio Mussarela (Laticínio Comunicativo)

A Idéia era debater o papel de cada um dos atores (empresa, mercado, funcionário) na evolução de carreira e o quanto é possivel determinar os desdobramentos.

No início Monica Waldvogel deu um depoimento de como sua carreira aconteceu, os altos e baixos e a importância do “acaso” para que tudo desse certo.

A mesa redonda aconteceu em clima divertidissimo, com participação da platéia e, dentre muitas coisas interessantes, apresento os destaques a seguir:

Esteja pronto para o acaso. Não adianta planejar demais. Tudo está em mudança. O importante é lidar com a mudança de maneira que ela possa lhe conduzir aonde você quer chegar.

Prepare-se e tome iniciativa. Prepare o futuro que você quer , caso contrario terá que se virar com o futuro que se apresenta. Esteja pronto para as reviravoltas, os momentos não tão glamurosos e as lombadas da profissão.

Tome as rédeas daquilo que você deseja. Faça o mundo saber o que você quer e parta ao alcance disso. Pero sin jamas perder la ternura. Segundo Dimas Mietto “a ansiedade por crescimento na carreira pode ser positiva se você usar essa energia em busca de seus ideais e não apenas para pressionar seus superiores ou empresa”. Trocando em miudos seja pro ativo e não pro-pressionativo.

Feedback é uma das melhores coisas para você avançar na carreira. Seja ele bom ou mal.

Sérgio Averbach aconselha: Se você é um lider não use o momento de feedback apenas para ajustes. Crie um momento apenas para elogio.  Se cada vez que você chamar um colaborador for para dar uma chamada em breve ele não dará mais importância aos elogios. Se você é um colaborador mostre o que você quer, peça feedback mesmo fora do periodo de avaliações e saiba que de vez em quando aceitar coisas que não gosta vai lhe ajudar muito a ter um futuro melhor.

É o famoso “quando você crescer vai entender o que estou dizendo…”

Nunca despreze uma oportunidade por achar que não tem nada a ver com o que você faz.

Qual é a sua?

Profssionais de alto desempenho são aqueles que realizam muito bem suas tarefas  e apresentam uma ótima performance atual.

Profissionais de potencial são aqueles que tem habilidades e competências para crescer na carreira e alcançar postos de liderança e apresentam ótimas possibilidades futuras.

Nos Profissionais de alto desempenho -> 29% são profissionais de potencial

Já nos Profissionais de potencial -> 93% são de alto desempenho.

O que dita essa desproporção? A paixão pelo que se faz.

Viva em busca de um significado e encontre aquilo que tem sentido pra você e sua vida essa é a receita para ser feliz no que faz. E isso independe da empresa.

A empresa pode lhe dar as ferramentas para o desenvolvimento, mas a responsabilidade da carreira (e da sua vida) é sempre sua e a habilidade de criar oportunidades também.

Em resumo: meta as caras, ouse sonhar, fale e ouça (um mais do que o outro. Qual você escolhe), as vezes faça o que quer e as vezes faça que tem de fazer e aceite o improviso da vida da melhor forma que você puder e conseguir.

Venha em paz, Siga sorrindo, seja bem quisto e viva feliz.

Fácil falar né?

Bjs, abs e piparotes!

22 set 2009

Você é chato? descubra abaixo…(que coisa chata né?)

Posted by mootsa. 2 Comments

Um chato nunca perde seu tempo. Perde o dos outros.

Justiça seja feita. Todo chato tem cara de chato.

Chato só não ronca quando dorme sozinho.

Todo chato começa dizendo: “Fica chato dizer isso mas…”

Todo mundo tem seu dia de chato, mas o chato é chato todo dia.

Todo chato cutuca

Chato quando está com tosse não vai ao médico. Vai ao teatro.

Chato é o cara que fica mais tempo com você do que você com ele.

Chato é o cara que fuma para filar cigarro dos outros.

Chato é aquele que para de fumar para ficar chateando quem fuma.

Chato é aquele cara que conta tudo tim-tim por tim-tim e ainda entra em detalhes.

Chato é o cara para quem você fala “Passa lá em casa!” e ele vai mesmo

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